«(à) A radiografia militar, escrita em 1974, integra textos da comunicação social e de outros, na sua maioria datados dos anos 50 e 60, ainda a quente, verificando-se, quatro décadas depois, como o Autor afirma, «que muito trigo se transformou em joio». Para além do «trigo» que ainda sobrou outro «trigo» foi surgindo e com uma nova arrumação tenta-se agora, feita a catarse, a hipótese de uma radiografia sócio-militar. A reestruturação teve em conta os 3 DDD do Programa do MFA mas acrescentou-lhe um quarto: o «D» de «e Depois?», incluindo na análise os anversos e os reversos. Para o quarto «D», Barão da Cunha recolheu depoimentos das mais diversas origens escritas e faladas, produzidos por elementos cujas profissões, políticas, origens sociais e, até, nacionalidades são diversificadas, demonstrando um enorme esforço de isenção para deixar ao leitor uma total autonomia nas conclusões a que entenda chegar. Estamos perante uma obra diferente das que habitualmente são postas à nossa disposição. Diferente na forma mas, fundamentalmente, diferente no conceito. Trata-se na realidade de, tal como o médico radiologista que, frente à radiografia do paciente, procura decidir qual o diagnóstico correcto, colocar o leitor perante textos que lhe permitam decidir qual o diagnóstico que o País, a classe política civil e militar, as instituições e as organizações lhe merecem. A análise que cada leitor pode fazer, ao longo das seis décadas abrangidas pelas transcrições (entre os anos 50 do século xx e a primeira década do xxi), fazem desta obra a mais perfeita concretização do que os promotores desejavam com a colecção Fim do Império: contribuir para a catarse nacional através de uma análise racional das memórias sectoriais de cada português - militar profissional ou miliciano, civil europeu ou africano, político de direita ou de esquerda, homem ou mulher - garantindo um manancial de dados que permitam ao historiador no futuro poder interpretar correctamente os documentos para produzir uma História isenta e tão completa quanto possível da segunda metade do século xx português. Não admira que tal desiderato seja conseguido exactamente pelo coordenador da colecção, mas tal só é viável por ele próprio ser um conceituado pensador militar e um hábil trabalhador da pena de marte, como nesta nítida Radiografia Socio-Militar fica claramente demonstrado.»
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«(à) A radiografia militar, escrita em 1974, integra textos da comunicação social e de outros, na sua maioria datados dos anos 50 e 60, ainda a quente, verificando-se, quatro décadas depois, como o Autor afirma, «que muito trigo se transformou em joio». Para além do «trigo» que ainda sobrou outro «trigo» foi surgindo e com uma nova arrumação tenta-se agora, feita a catarse, a hipótese de uma radiografia sócio-militar. A reestruturação teve em conta os 3 DDD do Programa do MFA mas acrescentou-lhe um quarto: o «D» de «e Depois?», incluindo na análise os anversos e os reversos. Para o quarto «D», Barão da Cunha recolheu depoimentos das mais diversas origens escritas e faladas, produzidos por elementos cujas profissões, políticas, origens sociais e, até, nacionalidades são diversificadas, demonstrando um enorme esforço de isenção para deixar ao leitor uma total autonomia nas conclusões a que entenda chegar. Estamos perante uma obra diferente das que habitualmente são postas à nossa disposição. Diferente na forma mas, fundamentalmente, diferente no conceito. Trata-se na realidade de, tal como o médico radiologista que, frente à radiografia do paciente, procura decidir qual o diagnóstico correcto, colocar o leitor perante textos que lhe permitam decidir qual o diagnóstico que o País, a classe política civil e militar, as instituições e as organizações lhe merecem. A análise que cada leitor pode fazer, ao longo das seis décadas abrangidas pelas transcrições (entre os anos 50 do século xx e a primeira década do xxi), fazem desta obra a mais perfeita concretização do que os promotores desejavam com a colecção Fim do Império: contribuir para a catarse nacional através de uma análise racional das memórias sectoriais de cada português - militar profissional ou miliciano, civil europeu ou africano, político de direita ou de esquerda, homem ou mulher - garantindo um manancial de dados que permitam ao historiador no futuro poder interpretar correctamente os documentos para produzir uma História isenta e tão completa quanto possível da segunda metade do século xx português. Não admira que tal desiderato seja conseguido exactamente pelo coordenador da colecção, mas tal só é viável por ele próprio ser um conceituado pensador militar e um hábil trabalhador da pena de marte, como nesta nítida Radiografia Socio-Militar fica claramente demonstrado.»
RADIOGRAFIA MILITAR E OS 4 DDDD? é um livro do gênero HISTÓRIA do autor Barão da Cunha, Manuel editado por ANCORA EDITORA no ano 2015.
RADIOGRAFIA MILITAR E OS 4 DDDD? tem um código ISBN 978-972-780-522-8 e consiste em 392 Páginas. Neste caso, é o formato papel, mas não temos RADIOGRAFIA MILITAR E OS 4 DDDD? em formato ebook.
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