A vida pertence a um grupo de pessoas do qual não faço parte. Torna-se difícil respirar. Encontrava naquelas manhãs - que também não eram minhas - o conforto de um espírito atormentado. Desiludido. Amargurado. Vivo o que não me é devido. Um enorme nevoeiro da cor dos cabelos de meu pai barra-me a profundidade dos sonhos que teimam em cair. Estavam ao alcance da minha mão, talvez por preguiça não lhes chegava. Não era. Uma dor - persistente - no meu abdómen não me soltava para os agarrar. Sabia, porém, que se esvairiam na minha mão como areia, fugiriam como o tempo por entre os dias, as horas, os minutos e os segundos. Estava preso no pequeno mundo a que tinha acesso. Curioso - pensava - onde andam todos aqueles que me expulsam do espaço cinéreo que pisam? Pela segunda vez apercebo-me que a minha luta é outra. Diferente. Apenas tenho que agarrar com prazer o ar que respiro e deixar que ele me use. Não posso desistir de respirar. Gosto de sorrir quando fecho os olhos e me balanço no silêncio. Abre-se uma pequena brecha no escuro que é acompanhada por pequenas partículas suspensas, luzidias e coloridas. É aí que encontro a música, uma pequena orquestra de sons que percorrem a mudez que me acompanha naquele fechar de olhos e que me fazem sorrir. Por isso a história prossegue. Tem mesmo que prosseguir.
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A vida pertence a um grupo de pessoas do qual não faço parte. Torna-se difícil respirar. Encontrava naquelas manhãs - que também não eram minhas - o conforto de um espírito atormentado. Desiludido. Amargurado. Vivo o que não me é devido. Um enorme nevoeiro da cor dos cabelos de meu pai barra-me a profundidade dos sonhos que teimam em cair. Estavam ao alcance da minha mão, talvez por preguiça não lhes chegava. Não era. Uma dor - persistente - no meu abdómen não me soltava para os agarrar. Sabia, porém, que se esvairiam na minha mão como areia, fugiriam como o tempo por entre os dias, as horas, os minutos e os segundos. Estava preso no pequeno mundo a que tinha acesso. Curioso - pensava - onde andam todos aqueles que me expulsam do espaço cinéreo que pisam? Pela segunda vez apercebo-me que a minha luta é outra. Diferente. Apenas tenho que agarrar com prazer o ar que respiro e deixar que ele me use. Não posso desistir de respirar. Gosto de sorrir quando fecho os olhos e me balanço no silêncio. Abre-se uma pequena brecha no escuro que é acompanhada por pequenas partículas suspensas, luzidias e coloridas. É aí que encontro a música, uma pequena orquestra de sons que percorrem a mudez que me acompanha naquele fechar de olhos e que me fazem sorrir. Por isso a história prossegue. Tem mesmo que prosseguir.
O Cão que gostava de Peixe do autor CARLOS J. BARROS editado por FRONTEIRA DO CAOS EDITORES no ano 2015.
O Cão que gostava de Peixe tem um código ISBN 978-989-8647-41-2. Neste caso, é o formato papel, mas não temos O Cão que gostava de Peixe em formato ebook.
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