O ensaio é um gênero solidário com as histórias que queremos contar e é solidário às reflexões sobre o mundo e nossa presença diversa no mundo. Essa
ideia é de Paloma Franca Amorim e está aqui neste volume extremamente
instigante intitulado Economia da tragédia.
A partir dessa camaradagem que o ensaio permite, Paloma costura algumas imagens e suas interpretações, elabora e comenta sobre os modos de fabricação de alguns objetos culturais contemporâneos, sua recepção pessoalíssima
e abrangente, e os efeitos de seus desdobramentos críticos.
Há cinema, série, teatro, literatura, há vida e arte num complexo entrelaçamento. Aqui, um profundo amor pela arte é invariavelmente atravessado por corporalidade, saúde mental, luto, violência, gênero, raça, classe, geografia
entre outras marcações que ora nos libertam ora nos mantêm reféns de tecnologias de um imaginário europeu, sequestrado.
A economia da tragédia talvez seja a economia das urgências, das contradições impraticáveis, da produção de vida e arte no Brasil - esse país tão profundamente diverso, cuja arte e seus recursos ainda são dominados por uma minoria, no que diz respeito à produção e consumo.
Isso não significa dizer que essa dominação não pode nem está sendo minada. O grande sonho anticolonial: imaginar além. Repensar, perceber, criticar, ter repertório plural em nossas produções e críticas. O mais importante neste volume talvez seja como Paloma indica maneiras refinadas de compreender a vida e a produção de vida de que a arte é capaz.
Natalia Borges Polesso
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O ensaio é um gênero solidário com as histórias que queremos contar e é solidário às reflexões sobre o mundo e nossa presença diversa no mundo. Essa
ideia é de Paloma Franca Amorim e está aqui neste volume extremamente
instigante intitulado Economia da tragédia.
A partir dessa camaradagem que o ensaio permite, Paloma costura algumas imagens e suas interpretações, elabora e comenta sobre os modos de fabricação de alguns objetos culturais contemporâneos, sua recepção pessoalíssima
e abrangente, e os efeitos de seus desdobramentos críticos.
Há cinema, série, teatro, literatura, há vida e arte num complexo entrelaçamento. Aqui, um profundo amor pela arte é invariavelmente atravessado por corporalidade, saúde mental, luto, violência, gênero, raça, classe, geografia
entre outras marcações que ora nos libertam ora nos mantêm reféns de tecnologias de um imaginário europeu, sequestrado.
A economia da tragédia talvez seja a economia das urgências, das contradições impraticáveis, da produção de vida e arte no Brasil - esse país tão profundamente diverso, cuja arte e seus recursos ainda são dominados por uma minoria, no que diz respeito à produção e consumo.
Isso não significa dizer que essa dominação não pode nem está sendo minada. O grande sonho anticolonial: imaginar além. Repensar, perceber, criticar, ter repertório plural em nossas produções e críticas. O mais importante neste volume talvez seja como Paloma indica maneiras refinadas de compreender a vida e a produção de vida de que a arte é capaz.
Natalia Borges Polesso
Economia da tragédia é um livro do gênero ARTE, ARQUITETURA, FILME E FOTOGRAFIA do autor Paloma Franca Amorim editado por ALAMEDA
Economia da tragédia tem um código ISBN 9786559663545 e consiste em 298 Páginas. Neste caso, é o formato papel, mas não temos Economia da tragédia em formato ebook.
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