No aniversário da avó, e em agradecimento às netas por a terem ajudado na elaboração do bolo, esta prepara-lhes uma surpresa na adega: pão com mel, a comida preferida do Papão!. As netas, uma a uma, descem as escadas, escuras, frias e misteriosas; empurram a porta e O Bicho-Papão é um dos monstros mais populares em todo o território português. Há traços recorrentes que se mantêm nas diferentes versões e que permitem identificá-lo: gigante, cabeçudo, de aspeto brutal e com grande voracidade. Ao contrário de outros monstros que agem sem avisar, o Papão anuncia as suas intenções e a sua voracidade natural. Aqueles que ousarem aproximar-se dos lugares que ele frequenta serão engolidos inteiros e sem sequer os mastigar. A identidade do insólito herói que resolve a situação repete-se em todas as versões. Trata-se da pequena formiga, também presente noutros contos tradicionais de estrutura narrativa semelhante. A versão de Pablo Albo aproxima-se bastante da tradicional, mas é abordada com humor e um desfecho afetuoso e divertido que também ajuda a gerir o medo. Pablo Albo opta por uma transformação simbólica do gigante, que acaba por se integrar no mundo representado pelo herói. Deste modo, o bem triunfa sobre o mal, graças à intervenção amistosa e solidária de personagens simpáticas. A imaginação, conjugada com a necessidade de prevenir comportamentos temerários, criou, no âmbito da cultura popular, monstros e figuras assustadoras que se foram transmitindo oralmente ao longo dos séculos, constituindo um valioso complemento no desenvolvimento infantil. Com eles, as crianças podem compreender conceitos abstratos de forma simples, uma vez que as angústias existenciais e os problemas são apresentados através de personagens populares. Além disso, as figuras assustadoras da infância formam um universo mitológico com componentes análogos ao mundo mitológico dos adultos. O ilustrador Maurizio A. C. Quarello utiliza as sombras de forma magistral, em composições arrojadas e, mais uma vez, evidencia as suas influências cinematográficas na construção dos planos.
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No aniversário da avó, e em agradecimento às netas por a terem ajudado na elaboração do bolo, esta prepara-lhes uma surpresa na adega: pão com mel, a comida preferida do Papão!. As netas, uma a uma, descem as escadas, escuras, frias e misteriosas; empurram a porta e O Bicho-Papão é um dos monstros mais populares em todo o território português. Há traços recorrentes que se mantêm nas diferentes versões e que permitem identificá-lo: gigante, cabeçudo, de aspeto brutal e com grande voracidade. Ao contrário de outros monstros que agem sem avisar, o Papão anuncia as suas intenções e a sua voracidade natural. Aqueles que ousarem aproximar-se dos lugares que ele frequenta serão engolidos inteiros e sem sequer os mastigar. A identidade do insólito herói que resolve a situação repete-se em todas as versões. Trata-se da pequena formiga, também presente noutros contos tradicionais de estrutura narrativa semelhante. A versão de Pablo Albo aproxima-se bastante da tradicional, mas é abordada com humor e um desfecho afetuoso e divertido que também ajuda a gerir o medo. Pablo Albo opta por uma transformação simbólica do gigante, que acaba por se integrar no mundo representado pelo herói. Deste modo, o bem triunfa sobre o mal, graças à intervenção amistosa e solidária de personagens simpáticas. A imaginação, conjugada com a necessidade de prevenir comportamentos temerários, criou, no âmbito da cultura popular, monstros e figuras assustadoras que se foram transmitindo oralmente ao longo dos séculos, constituindo um valioso complemento no desenvolvimento infantil. Com eles, as crianças podem compreender conceitos abstratos de forma simples, uma vez que as angústias existenciais e os problemas são apresentados através de personagens populares. Além disso, as figuras assustadoras da infância formam um universo mitológico com componentes análogos ao mundo mitológico dos adultos. O ilustrador Maurizio A. C. Quarello utiliza as sombras de forma magistral, em composições arrojadas e, mais uma vez, evidencia as suas influências cinematográficas na construção dos planos.
O papâo es un libro del género INFANTIL E XUVENIL de del autor Albo, Pablo editado por OQO en el año 2026.
O papâo tiene un código de ISBN 978-84-9871-797-6 y consta de 48 Páxinas. En este caso se trata de formato papel, pero no disponemos de O papâo en formato ebook.
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