NÓS, ENFERMEIRAS PARAQUEDISTAS
NÓS, ENFERMEIRAS PARAQUEDISTAS ROSA SERRA
Editorial:
FRONTEIRA DO CAOS EDITORES
Ano de edición:
2014
ISBN:
978-989-8647-31-3
EAN
9789898647313
Alto:
300 Alto
Ancho:
200Ancho
Idioma:
PORTUGUES

A guerra começa por negar a inviolabilidade deste direito, e até se fala num direito provisório, que teve formulação em Nuremberg no julgamento dos vencidos, sob uma lei retroativa e invalidação das ordens recebidas, tudo consequência das crueldades cometidas, mas com expressão mais humanizada nas leis internacionais que protegem prisioneiros e feridos. Ora este livro vem contribuir para fortalecer uma tendência, felizmente em crescimento, para lembrar, não o avanço dos conceitos técnicos, não as destruições globais de vidas e patrimónios, mas que são pessoas, cada uma delas sendo um fenómeno que  não se repete na história da humanidade, que estão envolvidas na calamidade da guerra; em segundo lugar, que no socorro às vítimas, como nele se comprova, o direito natural retoma instantaneamente o imperativismo que leve tratar com igual dedicação e esforço, amigos e adversários atingidos nos combates. No caso português, esta iniciativa  que levou à criação das Enfermeiras Paraquedistas, devida ao General Kaúlza de Arriaga, ainda teve que vencer a resistência cultural que se  traduzia em que nem Jefferson, na Declaração de Filadelfia, conseguiu  eliminar, que era a condição separada, jurídica e socialmente inferior, das mulheres. A sua persistência conseguiu vencer, e certamente foi uma iluminação coletiva, da Nação em armas, verificar a  resposta decidida, corajosa, exemplar, das voluntárias que entraram na história por direito, não apenas pelo contingente, mas individualizadas, orientadas pelo saber de que cada ser socorrido, em condições inesperadas de risco e também de escassos recursos, é um fenómeno que não se repete na história da humanidade. Para esta última  exigência do credo dos valores, recordarei apenas o relato referente a "o inimigo que visitava a enfermeira do setor B", escrito por Rosa Serra, e que se refere a Mueda. "De vez em quando, infiltravam-se um ou outro guerrilheiro doentes ou com qualquer mazela, tendo em vista os seus males" ... "diziam os nossos médicos que se apercebiam destas situações... mas sempre fingiam não notar a fraude". Deve hoje sentir-se feliz Isabel Ribas, cujo exemplo foi um passo firme no árduo  caminho da igualdade das mulheres; tem de recordar-se a visão e persistência de Kaúlza de Arriaga; é dever cívico reconhecer que não se tratou apenas, como modestamente concluem, de "gente que tratou gente", mas de exemplo que fica inscrito no património imaterial português. Hoje temos já muitas mulheres com cargos de chefia nas Forças Armadas, mas não é seguro que tenha sido a melhor das soluções extinguir o corpo das Enfermeiras Paraquedistas. Sendo todas por uma, e uma por todas, não estranharão que recorde a Capitão Ivone Reis, que  foi meu oficial às ordens quando tive responsabilidades no então ultramar. Tal como não esqueço todas as que mandei condecorar pelos valiosos serviços prestados à "gente igual a nós", mas mais sacrificadas. Pelo Professor Adriano Moreira

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IVE incluído

NÓS, ENFERMEIRAS PARAQUEDISTAS es del autor ROSA SERRA y trata de

A guerra começa por negar a inviolabilidade deste direito, e até se fala num direito provisório, que teve formulação em Nuremberg no julgamento dos vencidos, sob uma lei retroativa e invalidação das ordens recebidas, tudo consequência das crueldades cometidas, mas com expressão mais humanizada nas leis internacionais que protegem prisioneiros e feridos. Ora este livro vem contribuir para fortalecer uma tendência, felizmente em crescimento, para lembrar, não o avanço dos conceitos técnicos, não as destruições globais de vidas e patrimónios, mas que são pessoas, cada uma delas sendo um fenómeno que  não se repete na história da humanidade, que estão envolvidas na calamidade da guerra; em segundo lugar, que no socorro às vítimas, como nele se comprova, o direito natural retoma instantaneamente o imperativismo que leve tratar com igual dedicação e esforço, amigos e adversários atingidos nos combates. No caso português, esta iniciativa  que levou à criação das Enfermeiras Paraquedistas, devida ao General Kaúlza de Arriaga, ainda teve que vencer a resistência cultural que se  traduzia em que nem Jefferson, na Declaração de Filadelfia, conseguiu  eliminar, que era a condição separada, jurídica e socialmente inferior, das mulheres. A sua persistência conseguiu vencer, e certamente foi uma iluminação coletiva, da Nação em armas, verificar a  resposta decidida, corajosa, exemplar, das voluntárias que entraram na história por direito, não apenas pelo contingente, mas individualizadas, orientadas pelo saber de que cada ser socorrido, em condições inesperadas de risco e também de escassos recursos, é um fenómeno que não se repete na história da humanidade. Para esta última  exigência do credo dos valores, recordarei apenas o relato referente a "o inimigo que visitava a enfermeira do setor B", escrito por Rosa Serra, e que se refere a Mueda. "De vez em quando, infiltravam-se um ou outro guerrilheiro doentes ou com qualquer mazela, tendo em vista os seus males" ... "diziam os nossos médicos que se apercebiam destas situações... mas sempre fingiam não notar a fraude". Deve hoje sentir-se feliz Isabel Ribas, cujo exemplo foi um passo firme no árduo  caminho da igualdade das mulheres; tem de recordar-se a visão e persistência de Kaúlza de Arriaga; é dever cívico reconhecer que não se tratou apenas, como modestamente concluem, de "gente que tratou gente", mas de exemplo que fica inscrito no património imaterial português. Hoje temos já muitas mulheres com cargos de chefia nas Forças Armadas, mas não é seguro que tenha sido a melhor das soluções extinguir o corpo das Enfermeiras Paraquedistas. Sendo todas por uma, e uma por todas, não estranharão que recorde a Capitão Ivone Reis, que  foi meu oficial às ordens quando tive responsabilidades no então ultramar. Tal como não esqueço todas as que mandei condecorar pelos valiosos serviços prestados à "gente igual a nós", mas mais sacrificadas. Pelo Professor Adriano Moreira

NÓS, ENFERMEIRAS PARAQUEDISTAS del autor ROSA SERRA editado por FRONTEIRA DO CAOS EDITORES en el año 2014.

NÓS, ENFERMEIRAS PARAQUEDISTAS tiene un código de ISBN 978-989-8647-31-3. En este caso se trata de formato papel, pero no disponemos de NÓS, ENFERMEIRAS PARAQUEDISTAS en formato ebook.

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