A leitura de Luís Adriano Carlos sobre José Régio é a mais revigorante e motivadora. Tantas vezes dado como um autor perfeitamente consumado, sem mais sobressalto ou mistério, Régio encontra nas pistas de Adriano Carlos uma justiça urgente. Aqui não se admite a visão preguiçosa que o toma como sujeito de pulsão recatada. Esse Régio é, em larga medida, imaginário, um certo preconceito ou facilitação, de leituras apressadas e oblíquas. Na panorâmica que se estende por estas páginas, perfeitamente explicada nos brilhantes ensaios de abertura, José Régio não sucumbe à teologia mas fascina-se com o estabelecimento da sua própria teodiceia. A força do seu pensamento vem genuinamente desse «amor que há entre Deus e o Diabo», um lugar único e complexo que cria um indivíduo por definir, imparável, intenso. Este é o Régio que me apaixona. Aquele que mediu o sangue e a sombra, aquele que recusou, debateu, analisou com rigor e jamais se rendeu. No seu verso sincero o mais que vejo é a dúvida, a impressão de que talvez se possa criar o Criador mas que, ainda assim, perderemos. É da condição humana tombar no abismo. Valter Hugo Mãe
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A leitura de Luís Adriano Carlos sobre José Régio é a mais revigorante e motivadora. Tantas vezes dado como um autor perfeitamente consumado, sem mais sobressalto ou mistério, Régio encontra nas pistas de Adriano Carlos uma justiça urgente. Aqui não se admite a visão preguiçosa que o toma como sujeito de pulsão recatada. Esse Régio é, em larga medida, imaginário, um certo preconceito ou facilitação, de leituras apressadas e oblíquas. Na panorâmica que se estende por estas páginas, perfeitamente explicada nos brilhantes ensaios de abertura, José Régio não sucumbe à teologia mas fascina-se com o estabelecimento da sua própria teodiceia. A força do seu pensamento vem genuinamente desse «amor que há entre Deus e o Diabo», um lugar único e complexo que cria um indivíduo por definir, imparável, intenso. Este é o Régio que me apaixona. Aquele que mediu o sangue e a sombra, aquele que recusou, debateu, analisou com rigor e jamais se rendeu. No seu verso sincero o mais que vejo é a dúvida, a impressão de que talvez se possa criar o Criador mas que, ainda assim, perderemos. É da condição humana tombar no abismo. Valter Hugo Mãe
Cântico negro del autor Régio, José editado por PORTO EDITORA en el año 2024.
Cântico negro tiene un código de ISBN 978-972-0-03480-9. En este caso se trata de formato papel, pero no disponemos de Cântico negro en formato ebook.
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