Já nao me deito em pose de morrer
Já nao me deito em pose de morrer Cláudia R. Sampaio
Éditorial:
PORTO EDITORA
Année d'édition:
2024
ISBN:
978-972-0-03266-9
EAN
9789720032669
pages:
164
Collection:
ELOGIO DA SOMBRA
langage:
PORTUGUES

"«Penso na poesia de Cláudia R. Sampaio como no discurso furioso que apenas alguém de profunda ternura poderia fazer. Sua tragédia, explícita, frontal, é a de saber a delicadeza quando tudo em seu redor  propende para o grotesco e a cabeça se desafia em dúvida. Magnífica poeta, seu impasse é constante: ""Quem sabe se não é agora que / possuo toda a loucura / e me faço mulher // Eu que da cintura para cima sou triste / e daí para baixo uma praia / a quem explodiram o mar  / para depois o transformarem em / homem e em assombro também"". A expressão de Cláudia R. Sampaio é das mais contundentes da contemporaneidade. Não se ergue panfletária, ergue-se numa urgência íntima que não teme expor, usando sua vulnerabilidade para força, como  alguém que mapeia as feridas procurando cicatrizá-las, e também glorificá-las, com o verso. Toda a poesia abeira a terapêutica, e aqui  a terapêutica é fundamental, inclusive como forma de classificar cada  detalhe do mundo, como protesto e como alegria do possível. A loucura  e a terapia são íntimas e fertilizam, a um tempo, o pensamento e a sabedoria. Que maravilha o desabrido desta poesia. Que maravilha que não seja demasiado limpa, demasiado educada, e se coloque sobretudo enquanto necessidade além da razão e de qualquer etiqueta. Uma poesia que redime tanta coisa mas que também gratamente infeta: ""desta vida à outra / castigaram-nos com abraços / afogando o adeus corcunda / adiantado pelas colisões das / palavras / veneno abençoado / do nosso lar."".» por Valter Hugo Mãe, curador da coleção ""elogio da sombra"""

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Já nao me deito em pose de morrer est de l'auteur Cláudia R. Sampaio et essaye

"«Penso na poesia de Cláudia R. Sampaio como no discurso furioso que apenas alguém de profunda ternura poderia fazer. Sua tragédia, explícita, frontal, é a de saber a delicadeza quando tudo em seu redor  propende para o grotesco e a cabeça se desafia em dúvida. Magnífica poeta, seu impasse é constante: ""Quem sabe se não é agora que / possuo toda a loucura / e me faço mulher // Eu que da cintura para cima sou triste / e daí para baixo uma praia / a quem explodiram o mar  / para depois o transformarem em / homem e em assombro também"". A expressão de Cláudia R. Sampaio é das mais contundentes da contemporaneidade. Não se ergue panfletária, ergue-se numa urgência íntima que não teme expor, usando sua vulnerabilidade para força, como  alguém que mapeia as feridas procurando cicatrizá-las, e também glorificá-las, com o verso. Toda a poesia abeira a terapêutica, e aqui  a terapêutica é fundamental, inclusive como forma de classificar cada  detalhe do mundo, como protesto e como alegria do possível. A loucura  e a terapia são íntimas e fertilizam, a um tempo, o pensamento e a sabedoria. Que maravilha o desabrido desta poesia. Que maravilha que não seja demasiado limpa, demasiado educada, e se coloque sobretudo enquanto necessidade além da razão e de qualquer etiqueta. Uma poesia que redime tanta coisa mas que também gratamente infeta: ""desta vida à outra / castigaram-nos com abraços / afogando o adeus corcunda / adiantado pelas colisões das / palavras / veneno abençoado / do nosso lar."".» por Valter Hugo Mãe, curador da coleção ""elogio da sombra"""

Já nao me deito em pose de morrer de l'auteur Cláudia R. Sampaio édité par PORTO EDITORA dans l'année 2024.

Já nao me deito em pose de morrer a un code ISBN 978-972-0-03266-9 et se compose de 164 pages. Dans ce cas c'est le format papier, mais nous n'avons pas Já nao me deito em pose de morrer au format ebook.

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