«Perdi-me dentro de mim, Porque eu era labirinto, E hoje, quando me sinto, É com saudades de mim.» Mário de Sá-Carneiro Tentar compreender e interpretar Fernando Pessoa é confrontar-se com o enigma e com o mistério. O pensamento messiânico do Poeta-Vate é um tecido de patências, problemas e enigmas ù três formas de conhecimento a que o ser humano pode aceder com as suas faculdades cognoscitivas. Mas, perante o mistério, ele esbarra na parede do incognoscível. Para além desse muro, fica o espaço da incognoscibilidade, gerador da correspondente inacessibilidade gnósica do Princípio Supremo. A ideia de labirinto encontra-se ligada à arte da arquitectura. O labirinto foi, efectivamente, na Antiguidade, uma construção, tão complexa e intrincada no seu interior que não pudesse sair dele, ou tivesse dificuldade imensa em fazê-lo, aquele que lá entrasse. Houve vários. O mais célebre é o labirinto de Creta, construído por Dédalo, por ordem do rei Minos, para encerrar o Minotauro. O labirinto teria uma única saída, dificílima de encontrar. A ideia instalada é que essa saída não coincidia com a entrada. A solução encontrada por Ariadne, ensinada pelo próprio Dédalo, contraria esta ideia, pois a saída acabava por ser a entrada. Foi Dédalo que ensinou Ariadne. Aquele que construiu o labirinto é que sabia como sair dele. No labirinto de Fernando Pessoa, sigamos a Fernando Pessoa, como nosso Dédalo.
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«Perdi-me dentro de mim, Porque eu era labirinto, E hoje, quando me sinto, É com saudades de mim.» Mário de Sá-Carneiro Tentar compreender e interpretar Fernando Pessoa é confrontar-se com o enigma e com o mistério. O pensamento messiânico do Poeta-Vate é um tecido de patências, problemas e enigmas ù três formas de conhecimento a que o ser humano pode aceder com as suas faculdades cognoscitivas. Mas, perante o mistério, ele esbarra na parede do incognoscível. Para além desse muro, fica o espaço da incognoscibilidade, gerador da correspondente inacessibilidade gnósica do Princípio Supremo. A ideia de labirinto encontra-se ligada à arte da arquitectura. O labirinto foi, efectivamente, na Antiguidade, uma construção, tão complexa e intrincada no seu interior que não pudesse sair dele, ou tivesse dificuldade imensa em fazê-lo, aquele que lá entrasse. Houve vários. O mais célebre é o labirinto de Creta, construído por Dédalo, por ordem do rei Minos, para encerrar o Minotauro. O labirinto teria uma única saída, dificílima de encontrar. A ideia instalada é que essa saída não coincidia com a entrada. A solução encontrada por Ariadne, ensinada pelo próprio Dédalo, contraria esta ideia, pois a saída acabava por ser a entrada. Foi Dédalo que ensinou Ariadne. Aquele que construiu o labirinto é que sabia como sair dele. No labirinto de Fernando Pessoa, sigamos a Fernando Pessoa, como nosso Dédalo.
NO LABIRINTO MESSIÂNICO DE FERNANDO PESSOA es un libro del género POLITICA, RELIGIÓN Y FILOSOFIA de CIENCIAS OCULTAS del autor PATRÍCIO, MANUEL FERREIRA editado por ZEFIRO EDIÇOES en el año 2013.
NO LABIRINTO MESSIÂNICO DE FERNANDO PESSOA tiene un código de ISBN 978-989-677-098-3. En este caso se trata de formato papel, pero no disponemos de NO LABIRINTO MESSIÂNICO DE FERNANDO PESSOA en formato ebook.
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